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O porque do Blog

Fala-se muito sobre câncer de mama, mas pouco sobre câncer de ovário, um tipo letal, silencioso, difícil de ser diagnosticado e cujos sintomas são confundidos com males comuns, tais como: dor ou desconforto pélvico ou abdominal persistentes; gases, náuseas e indigestões; vontade de urinar frequente; perda ou ganho de peso inexplicável; pelve ou abdômen inchados e/ou com sensação de cheio; cansaço frequente. Eu não poderia viver toda essa experiência calada, discreta e escondida. Se eu tenho um canal de comunicação eficaz eu tenho a obrigação, enquanto mulher, de fazer divulgar a minha luta contra o câncer de ovário, fazendo as mulheres perceberem o quanto é importante conhecer esta doença, como uma forma de se prevenirem contra a mesma, uma vez que o diagnóstico é tão difícil. Por isso, criei este blog, que tem sido o meu apoio durante vários momentos de incertezas e dúvidas, e também de alegrias, pois alivia-me desabafar todas as minhas experiências, boas e ruins, e compartilhá-las com vocês leitores. Meu compromisso com vocês, de estar aqui, de me fazer presente e de dar continuidade a esse trabalho foi um dos alicerces que me sustentou nos momentos difíceis. Este blog é muito precioso para mim, pois através desse espaço posso compartilhar com vocês minhas experiências pessoais e informações gerais sobre o câncer de ovário e ainda, sobre a importância de persistir na luta com fé, coragem, alegria e determinação!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Consciência corporal/ mental e energia vital!


Toda doença surge quando o corpo quer nos dizer que, de alguma forma,  temos feito algo  de errado! E como saber o que temos feito de errado se não temos consciência do nosso corpo, tampouco da nossa mente? Um corpo saudável mantém-se saudável quando há um equilíbrio entre mente, corpo e alma, o que nos permite manter sempre em alta a nossa energia vital.
Somos seres dotados de energia, já nascemos com uma reserva de energia, mas também captamos energia do universo, através do que comemos, bebemos e respiramos, como também trocamos energia! Existe energia em tudo e em todos, acabamos consumindo energia em demasiado dependendo da forma como vivemos, podendo ocorrer falta ou desequilíbrio energético, o que acaba por  afetar o nosso corpo físico e, consequentemente, afetando a saúde física e emocional!
A lição que uma doença traz é sempre a mesma, os recados são sempre iguais: mude os pensamentos, mude as emoções, mude seus hábitos!
Sem dúvida alguma,  remédios e cirurgias da medicina ocidental são realmente importantes e salvam vidas, mas não tem a capacidade de tocar na alma, onde reside a cura profunda e completa.
A cura deve ultrapassar a barreira do físico, chegando ao não físico.
Atitudes erradas esgotam a nossa energia vital e nos adoecem. E quais atitudes erradas poderiam ser?
- Descaso com o corpo: descanso, boa alimentação, exercícios físicos e lazer são deixados de lado. E sua saúde energética, como fica?

- Pensamentos obsessivos: remoer um problema cansa mais do que trabalhar o dia todo; já pensamentos positivos recarregam as energias.

- Sentimentos tóxicos: choques emocionais, raiva e mágoas sugam a energia. Por outro lado, emoções positivas como amor e alegria recarregam a pilha e dão força para superar obstáculos.

- Fuga do presente: as pessoas tendem a achar que no passado tudo era mais fácil: “bons tempos!”, costumam dizer. Ou então, depositam a felicidade no futuro, mas deixam pouca energia no agora. E esquecem que só no presente construímos a vida.

- Falta de perdão: perdoar é libertar o passado e seguir em frente. Quem não perdoa o outro e a si mesmo, fica “energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

- Mentiras: somos educados para desempenhar papéis sociais. A moça boazinha, a vítima, a mãe dedicada… Mas só quando somos nós mesmos a vida flui sem esforço.

- Viver a vida do outro: evoluímos com os relacionamentos, mas é preciso amadurecer individualmente. Quem cuida da vida do outro, interferindo mais do que deve, acaba sem energia para construir a própria vida.


Muita luz e energia a todos!

sábado, 26 de novembro de 2016

Manual de Condutas Médicas para cânceres ginecológicos - Hospital AC Camargo

Caros leitores, segue abaixo o link contendo a mais recente versão do manual de condutas médicas do Hospital A C Camargo, que visam nortear o tratamento de cânceres ginecológicos.
Lembrando que informações sobre câncer de ovário serão encontradas na página 49.

Com o tempo a gente aprende...


O Menestrel - William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Eu não o temo mais...

Hoje, durante uma consulta com a minha psicóloga, eu comentei que, estranhamente, já não penso mais no câncer, que não me preocupo mais com os resultados dos exames, que não mais me causa temor o meu prazo de validade, que não mais me preocupo se ele irá voltar e que não mais o temo, tampouco a morte!
Outrora o câncer era a minha mais angustiante preocupação, pois pensava nele 24 horas por dia. Incontáveis vezes me pegava pensando: e se?... será?
Já nascemos com uma única certeza, a de que todos partiremos um dia, mais cedo ou mais tarde, então, para que me preocupar?
Hoje, percebo que pensar e se agonizar por causa do câncer consome uma energia imensa do nosso corpo! Tanta preocupação, tanta ansiedade, tanto medo para quê? Do que nós servirá tamanho sofrimento por antecipação?
Não me preocupar mais não significa que desisti da vida, mas sim que decidi viver, sem temores!
Uma vez meu médico me disse: Nanci, não quero que se preocupe com o seu câncer, deixe que eu me preocupe com ele! Hoje, entendo o que ele quis me dizer...


domingo, 23 de outubro de 2016

Escolhidas para um Recomeço!

Queridos leitores, essa semana resolvi  criar um painel com as fotos de algumas amigas do Grupo Câncer de Ovário: Juntas Somos Mais Fortes, que mantenho no Facebook, e coloquei esse painel como capa de nosso grupo! Uma dessas amigas acabou criando um emocionante texto, que descreve exatamente como nos sentimos após o diagnóstico, o qual compartilho com vocês! Obrigada minha queridíssima amiga Mari Sória, por tamanha sensibilidade!

Escolhidas para um recomeço - por Mariana Sória

Essas mulheres sabem que pior que a quimioterapia, é só a quimioterapia mesmo... 
Essas mulheres sabem que ficar careca dá vergonha, mas que no banho é uma delicia sentir a água na cabeça... 
Essas mulheres sabem a dor da notícia...
Essas mulheres sabem que conviver com o medo da morte não é legal...
Essas mulheres sabem o quanto é importante a atenção de pessoas queridas...
Essas mulheres sabem o quanto é triste ver pessoas se distanciando nesse momento...
Essas mulheres sabem que a fé é a base de tudo...
Essas mulheres sabem que a força vem na hora que precisamos...
Essas mulheres sabem que não ter paladar é estranho...
Essas mulheres sabem o que é um verdadeiro enjoo...
Essas mulheres descobrem quem são os verdadeiros amigos...
Essas mulheres sabem que o chuveiro é nosso melhor amigo e que talvez, o único que nos escuta e nos entende...
Essas mulheres sabem como é bom ficar sem se depilar por uns meses...
Essas mulheres sabem como é a culpa de ver seus familiares tristes por você...
Essas mulheres sentem uma vontade imensa de viver...
Essas mulheres se irritam ao ver pessoas reclamando que "hoje é segunda", que não aguenta mais trabalhar, de uma simples dor de cabeça, reclamarem por pouco...
Essas mulheres não gostam de mimimi...
Essas mulheres sabem como é a espera de um resultado de exame...
Essas mulheres sabem o quanto as pernas doem...
Essas mulheres já sentiram o corpo fraco, mas um fraco impossível de se mexer...
Essas mulheres acreditam num amanhã lindo...
Essas mulheres foram: "Escolhidas para um recomeço!!!" 
❤️🙏🏽🍀





quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Anticoncepcionais podem ter reduzido casos de câncer de ovário, diz estudo





Número de casos diminuíram em muitos países entre 2002 e 2012.
Acredita-se que contraceptivos tenham um efeito protetor contra o câncer. Eu, particularmente, nunca tomei anticoncepcionais em razão da existência de uma infertilidade conjugal e também nunca engravidei. Bem interessante esse estudo!


As mortes por câncer de ovário diminuíram em muitos países entre 2002 e 2012 e seguirão caindo pelo menos até 2020, principalmente graças à generalização do uso da pílula anticoncepcional, revela um estudo publicado este mês.
Outra explicação plausível pode ser a menor utilização de tratamento hormonal em mulheres na menopausa há uma década, indica o estudo publicado pela revista "Annals of Oncology".
Acredita-se que os contraceptivos orais tenham um efeito protetor contra o câncer de ovário, enquanto o tratamento hormonal substitutivo aumentaria o risco.

Em seu estudo, os pesquisadores liderados por Carlo La Vecchia, da Universidade de Milão, mostraram que a redução da mortalidade por câncer de ovário foi mais acentuada nos Estados Unidos, onde caiu 16%, na Austrália e na Nova Zelândia, onde caiu 12%.
A mortalidade baixou 10% nos países da União Europeia entre 2002 e 2012, passando de 5,76 mortes por cada 100.000 mulheres a 5,19.
Mas a queda variou segundo os países, de 0,6% na Hungria a 28% na Estônia.
"As grandes variações da taxa de mortalidade na Europa diminuíram desde os anos 1990 (...) provavelmente devido a uma utilização mais uniforme dos anticoncepcionais orais, assim como por fatores reprodutivos, como a quantidade de filhos por mulher", destacou La Vecchia.
Ele reconhece, no entanto, que existem diferenças notáveis entre países como Grã-Bretanha, Suécia ou Dinamarca, por um lado, onde as mulheres começaram a tomar anticoncepcionais a partir dos anos 1960, e os países da Europa Oriental, que o fizeram mais tarde.
Outras regiões mostraram tendências menos consistentes. A quantidade de câncer de ovário diminuiu nos países do cone sul da América Latina.
Argentina, Chile e Uruguai mostraram uma queda entre 2002 e 2012, mas em Brasil, Colômbia, Cuba, México e Venezuela houve um aumento da mortalidade.

Fonte: G1 - 30/09/2016


CÂNCER É DURO TRATAR!

Queridos leitores,

Em primeira mão, segue a entrevista que dei à Revista Proteste de Outubro de 2016!













sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Se tem um limão, faça uma limonada!

O câncer, esse limão azedo, trouxe muitos prejuízos à minha vida! Por um certo período eu me senti, simplesmente, descartada da sociedade, pois durante o árduo tratamento, tive que me afastar de todas as minhas atividades pessoais e sociais, tais como trabalho, esporte, lazer, coisas que eu adorava fazer...sem contar que algumas pessoas também se afastaram de mim! 
A mudança na vida é gritante e perdemos o rumo muitas vezes, devido as implicações físicas e psicológicas causadas pelo tratamento.
Saí de mais um tratamento recentemente em razão de uma recidiva do câncer e decidi, dessa vez, fazer valerem os meus direitos de paciente com câncer, ou seja, fazer desse limão uma gostosa limonada! Pretendo me aposentar, tirar a carta de motorista especial, voltar a estudar e viver a minha vida de forma mais tranquila e mais saudável!
Meu investimento daqui para frente será em meu bem estar e em tudo o que estiver ao meu alcance para eu me sentir bem... Seja terapia, massagem, Pilates, acupuntura, alguma atividade esportiva, enfim, a hora é essa!
Também é hora de reciclar tudo e manter em minha vida somente o que e quem me faz bem!
E brindarei essa nova fase sabe com que? Com muita limonada, sem dúvida alguma.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Chegamos a mais de 300.000 acessos!

Olá a todos. Esse post é simplesmente para comemorar a marca de trezentas mil visualizações neste blog! \o/

Nestes mais de 4 anos de blog, escrevi sobre muitas coisas, como novidades sobre tratamentos, notícias, estórias e às vezes meros devaneios! Conheci muita gente maravilhosa, perdi algumas outras vitimizadas pelo câncer e eu mesma tive recidiva do câncer, mas novamente superei todo o temível tratamento. Foram tantas mudanças em minha vida e, entre desafios e superações, eu ri, chorei, viajei, trabalhei, parei de trabalhar, me recolhi, reapareci, tive altos e baixos, mas a vida seguiu e continua seguindo em frente....
Na medida do possível, procurei continuar escrevendo e respondendo aos comentários postados aqui no blog.
Agradeço a todos que curtem esse espaço e que procuram divulgá-lo, pois a informação pode salvar vidas.
Meu muito obrigada a todos!
Um abraço coletivo a vocês leitores.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O tratamento contra o câncer que irá substituir a quimioterapia

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A imunoterapia já é uma realidade e agora já há avanços no sentido de substituir métodos mais agressivos....

Melbourne (Austrália) 6 SET 2016 ART. EL PAIS - por Pablo Linde

Há mais de um século, o cirurgião nova-iorquino William Coley observou que os tumores que continham em si alguma infecção tendiam a regredir. As bactérias ou vírus presentes na região onde as células estavam se multiplicando desordenadamente alertavam o sistema imunológico, que até então não havia detectado a anomalia em curso. Os cientistas acreditam ser bastante possível que as nossas defesas barrem o avanço de muitos tumores antes mesmo de eles serem detectáveis; aquilo que conhecemos como câncer seriam os casos em que as células malignas terão driblado o nosso sistema imunológico, conseguindo se espalhar às escondidas dele por meio de diversos mecanismos.

Coley fez experiências a partir dessa concepção injetando estreptococos nos tumores a fim de chamar a atenção do sistema de defesa do corpo. Obteve algum sucesso com isso, mas na maior parte dos casos o que houve foi um grande fracasso, pois a toxicidade da bactéria acabava causando mais problemas do que soluções. A pesquisa contra o câncer, então, buscou novos caminhos. Criaram-se tratamentos terrivelmente agressivos, porém mais eficazes, como a quimioterapia, que intoxica as células a fim de matá-las, e a radioterapia, que faz algo semelhante, mas de modo mais focado.

Os efeitos colaterais e a ausência de uma solução definitiva contra o câncer levaram a que a ideia do estímulo ao sistema imunológico, que sempre permanecera latente, voltasse a ganhar força há alguns anos. Os avanços realizados nas pesquisas iniciais fizeram com que essa técnica ganhasse destaque, pela prestigiosa revista Science,como o achado científico de 2013. Desde então, esse campo avançou bastante. Até três anos atrás, apenas 1% dos estudos apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) tinham como base esse tipo de metodologia; essa taxa subiu para 10% no ano seguinte e chegou a 25% dos trabalhos que tratavam da imunoterapia no último congresso.

Esse crescimento exponencial fornece uma pista a respeito de por onde caminha a pesquisa sobre o câncer. Duas disciplinas que praticamente se davam as costas durante anos (a oncologia e a imunologia) agora caminham de mãos dadas, a tal ponto que esses tratamentos oncológicos foram um dos temas de maior destaque no Congresso Internacional de Imunologia realizado na semana passada em Melbourne (Austrália).

Criaram-se tratamentos terrivelmente agressivos, porém mais eficazes, como a quimioterapia e a radioterapia

Embora os tratamentos imunológicos ainda tenham caráter experimental, a técnica já é uma realidade relativamente consagrada em outros casos. Um exemplo presente é o de Susanne Harris, que viu surgir em seu corpo, há cerca de nove anos, um melanoma que não desaparecia com o uso das terapias convencionais. Em 2013, ela participou daquilo que ainda era uma experiência. A cada três meses, ela ia de Melbourne, onde vivia com o marido, até Sidney, onde lhe injetavam, durante meia hora, um medicamento chamado Keytruda. Em menos de dois meses, o tumor já dava sinais de regressão. Passados 12 meses, já era quase impossível detectá-lo. Em novembro próximo, ela completará um ano sem tratamento, e o tumor desapareceu, como foi possível visualizar no seu exame mais recente, que confirmou todos os anteriores. “Tudo isso sem nenhum efeito colateral”, conta ela, emocionada.

Seu caso não é isolado, tampouco apenas uma curiosidade específica. Trata-se de um dentre centenas de casos que alimentam a evidência da eficácia desse tratamento. Embora as provas de que ele pode dar certo sejam bastante contundentes, também o são as da sua seletividade. Ele surtiu efeitos apenas em 24% dos pacientes. Jonathan Cebon, diretor do Instituto de Pesquisa do Câncer Olivia Newton-John – que participou das experiências que salvaram a vida de Harris –, admite que um dos maiores desafios é entender por que a imunoterapia funciona apenas em algumas pessoas.

Duas disciplinas que praticamente se davam as costas durante anos (a oncologia e a imunologia) agora avançam de mãos dadas

No caso do melanoma, em especial, ela traz grandes esperanças, beneficiando-se do escasso êxito obtido pela quimioterapia e pela radioterapia nesse tipo de câncer. Seis tratamentos já foram aprovados pela FDA norte-americana. Cebon afirma que, considerando-os como um conjunto, sua eficácia chega a 80%. “Mas são dados que estão em constante movimento em função dos avanços que vão se apresentando”, pondera.

Embora todos os tratamentos com imunoterapia estejam calcados em ajudar as próprias defesas do organismo a localizarem e erradicarem o câncer, há, também, vários mecanismos de ação. No caso do Keytruda, a sua ação consiste em neutralizar uma proteína da superfície das células cancerígenas conhecida como PD1, que faz com que os linfócitos não lutem contra elas. Uma boa parcela da pesquisa oncológica passa pela ideia de neutralizá-las, para que o organismo consiga acabar com os tumores.

Outras técnicas consistem em extrair glóbulos brancos do paciente, seja do próprio tumor, seja de fora dele, selecionar aqueles que têm uma atividade antitumoral maior, cultivá-los, ativá-los e, por fim, implantá-los novamente no paciente. Trata-se de uma metodologia mais experimental do que a mencionada mais acima. Os cientistas ainda pesquisam como fazer para manipular essas células de modo a torná-las mais eficazes no combate aos tumores.

Um dos maiores desafios é entender por que a imunoterapia funciona melhor em algumas pessoas do que em outras contra os mesmos tumores

Uma terceira via no tratamento do câncer por imunoterapia são as vacinas. Mas não se trata de vacinas preventivas, como as que utilizamos contra o sarampo ou a gripe, mas sim terapêuticas, usadas quando o paciente já contraiu a doença ou até mesmo em um momento posterior à sua superação. O objetivo é alertar o sistema imunológico, que, por algum motivo, não se deu conta da existência do câncer, de que ele está ali. Para isso, costuma-se extrair células cancerígenas que são manipuladas a fim de que as defesas possam reagir diante do tumor de forma adequada. A primeira vacina desse tipo foi aprovada nos Estados Unidos em 2010 e é usada em alguns tipos de câncer da próstata.

Mas, como o câncer não é apenas uma doença, e sim um guarda-chuva que engloba muitos processos, é difícil encontrar uma vacina única que consiga tratar ou barrar o avanço de todos os tipos de tumor. Cada um deles requer pesquisas específicas, que levem em consideração como as células se espalham, suas características, seu estágio...

Outras técnicas extraem glóbulos brancos do paciente, selecionam os que têm uma atividade antitumoral maior para cultivá-los e ativá-los e depois implantá-los novamente na pessoa

As vacinas podem funcionar no sentido de conter a proliferação de células cancerígenas, diminuindo o tumor, eliminando aquelas que não tinham sido erradicadas com outros tratamentos ou evitando o seu ressurgimento. No último caso se encaixa o trabalho que tem sido feito contra o câncer de próstata por Jay A. Berzofsky, diretor do departamento de imunogenética e vacinas do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os resultados das primeiras etapas de suas pesquisas, apresentados no Congresso Internacional de Imunologia, em Melbourne, mostraram uma evolução positiva em 75% dos pacientes. Trata-se, no entanto, de um estágio ainda muito prematuro, em que ainda não se comparou a sua eficácia com um grupo de controle que esteja submetido a um tratamento com placebo.

A vantagem que o câncer da próstata tem, no que se refere à pesquisa de vacinas, é o fato de ele possuir um indicador biológico de sua evolução, o PSA. A equipe de Berzofsky inoculou a vacina depois de eliminar o tumor e monitorar os níveis dessa substância. Dentre os pacientes, 75% tiveram uma diminuição em seu nível de crescimento depois da administração da imunização, o que indica a sua possível eficácia. “Caso tenha êxito, essa mesma vacina poderia ser eficaz também contra um tipo de câncer de mama, embora neste caso a pesquisa seja mais difícil”, conta o pesquisador.

A grande pergunta no caso da imunoterapia é se ela cura o câncer em definitivo ou apenas trata dele

O fato é que há um longo caminho pela frente. No cenário mais otimista, Cebon calcula que dentro de 10 anos a imunoterapia será capaz de substituir os tratamentos mais agressivos em vários tipos de câncer, como o da próstata, o melanoma, o do estômago e de mama. Mas a visão da maioria da comunidade científica é de que, mesmo nos casos em que o tratamento seja eficaz, será necessário combiná-lo, muitas vezes, com uma cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, como destaca Robert G. Ramsay, do Instituto do Câncer Peter MacCallum, de Melbourne.

A outra grande pergunta a ser feita sobre a imunoterapia é se ela cura o câncer definitivamente ou apenas trata dele. Os medicamentos são tão recentes, que os pacientes que deles se beneficiaram ainda estão sob observação, para que se veja se os tumores retornam ou não. Laurie H. Glimcher, presidente do Instituto do Câncer Dana-Farber, de Boston (EUA), mostra um certo otimismo: “Esperamos que esses tratamentos evitem que os nossos filhos e netos morram de câncer. No futuro, este será uma doença crônica, e não fatal, como já ocorreu no caso do HIV”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Estudo traz uma nova abordagem para tratamento de câncer!


Uma nova abordagem para a terapia do cancro trabalha para controlá-lo, e não eliminá-lo completamente.
Pesquisadores criaram um novo sistema de entrega de drogas que poderiam melhorar a eficácia de um conceito emergente no tratamento do câncer - para  um controle em um longo prazo, não necessariamente visando a sua eliminação completa.

A abordagem, chamada de "regime de dosagem metron mico," utiliza doses significativamente mais baixas de drogas quimioterapêuticas, mas em intervalos de tempo mais curtos. Isto tem vários objetivos de matar as células cancerosas, a criação de um ambiente biológico hostil para o seu crescimento, reduzindo a toxicidade do regime de droga e evitar o desenvolvimento de resistência aos medicamentos contra o cancro a serem utilizados.

Um sistema acaba de ser publicado em Química de Materiais por um grupo de pesquisadores do Oregon e do Reino Unido e oferece uma forma ainda mais eficaz para entregar tais drogas e pode ser capaz de melhorar significativamente esta abordagem, dizem os cientistas. São necessários mais ensaios em animais e seres humanos para segurança e eficácia.

"Este novo sistema tem algumas drogas de terapia de câncer existentes para o cancro do ovário, oferece ambos ao mesmo tempo e permite-lhes trabalhar em sinergia", disse Adam Alani, um professor associado na Oregon State University / Oregon Health & Science University College of farmácia, e principal autor do novo estudo.

"Imagine se pudéssemos controlar o câncer em uma base de longo prazo como uma condição crônica, como é feito com a pressão arterial alta ou diabetes. Este poderia ser um enorme salto em frente."

Esta abordagem ainda está em estágios experimentais, Alani disse, mas mostra a promessa. Em um trabalho anterior com sistemas relacionados em testes com animais, OSU e pesquisadores colaboradores têm sido capazes de erradicar completamente os tumores.

Remissão total, Alani disse, pode ser possível com dosagem metron, mas o objetivo inicial é não só para matar as células cancerosas, mas para criar um ambiente em que é muito difícil para eles crescer, em grande parte, cortando grande suprimento de sangue que estes tipos de células muitas vezes precisam.

As quimioterapia convencional para cancro baseia-se na utilização de "doses máximas toleráveis" de uma droga, na tentativa de eliminar completamente os tumores ou cancro. Em alguns casos, tais como o cancro do ovário, no entanto, são necessários intervalos livres de drogas para permitir a recuperação do paciente dos efeitos secundários, durante o qual pode, por vezes, ocorrer de os tumores começarem a crescer novamente ou desenvolver resistência aos fármacos a ser utilizado.

Os tipos de cancros que esta abordagem pode prestar-se  melhor são aqueles que são bastante complexos e difíceis de tratar com regimes convencionais à base de "dose máxima tolerável." Isto inclui ovário, sarcoma, mama, próstata, e cancros do pulmão.

Um exemplo do novo regime metron mico, neste exemplo, é a utilização de duas drogas já comuns no tratamento do cancro do ovário - paclitaxel e rapamicina - mas a níveis de um décimo a um terço da dose máxima tolerável. Uma droga ataca as células cancerosas e a outra inibe a formação de células cancerosas e o crescimento de vasos sanguíneos nos locais de tumor.

O novo sistema desenvolvido nesta pesquisa leva o processo um passo adiante. Isso atribui estes fármacos para as nanopartículas de polímeros que migram especificamente em células cancerosas e são concebidas para libertar os medicamentos a um determinado nível de acidez, que é comum a estas células. As doses baixas, segmentação cuidadosa das drogas e sua capacidade de trabalhar em sinergia, ao mesmo tempo apareceu para aumentar grandemente a sua eficácia, enquanto elimina quase completamente a toxicidade.

"Nossa meta é reduzir significativamente os tumores, de forma lenta ou parar o seu novo crescimento, e dar tempo corpo e ao sistema imunológico de uma pessoa a recuperar a sua saúde e habilidades naturais para combater o câncer", disse Alani. "Estou muito otimista que isso seja possível, e que poderia fornecer uma abordagem totalmente nova para o tratamento do câncer."

Fonte da história:

O post acima é reproduzido a partir de materiais fornecidos pela Universidade do Estado de Oregon. Nota: O conteúdo pode ser editado para o estilo e comprimento.

Jornal de referência:

Deepa A. Rao, Gyan Mishra, Bhuvana Shyam Doddapaneni, Sergiy Kyryachenko, Igor H. Wierzbicki, Duc X. Ngyuen, Vidhi Shah, Adel Al M. Fatease, RAID G. Alany, Adam W. G. Alani. Combinatórias poliméricos micelas conjugados com dual efeitos citotóxicos e antiangiogênicas para o Tratamento de câncer de ovário. Chemistry of Materials, 2016; DOI: 10.1021 / acs.chemmater.6b01280

tradução: Nanci Venturini
fonte: ScienceDaily

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Vida longa a mim e a todos nós!

Olá queridos leitores! Espero que todos estejam bem!
Para quem pensou que já estava com o pé na cova, cá estou eu comemorando o meu quinto aniversário pós-câncer! 52 aninhos!
Creiam, há vida após o câncer. E para vocês que nunca cruzaram com algo grave em suas vidas, procurem curtí-la, e as pessoas que estão ao seu lado! Sejam felizes, chutem o balde, pisem na jaca e ligam o Foda-se....se for preciso kkkkkkkkkk, mas vivam felizes e agradecidos a Deus por esse presente, evoluam, saiam da mesmice! Vida longa a mim e a todos vocês é o que desejo do fundo do meu coração! Beijos a todos!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Enzima permite o diagnóstico precoce de câncer de ovário, relata pesquisa!

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram uma maneira de detectar o câncer de ovário precocemente, através de uma enzima que estimula o desenvolvimento da doença.



O câncer de ovário, é o quinto câncer mais comum nas mulheres do Reino Unido, com cerca de 7100 novos casos a cada ano. O diagnóstico é complexo, já que a doença cresce sorrateiramente na cavidade abdominal e seus sintomas são confundidos com outras doenças como Ascite e a Síndrome do Intestino Irritável.
Os pacientes de câncer de ovário respondem bem à quimioterapia em estágios inicias da doença, mas em estágios avançados o tumor torna-se mais resistente e mais difícil de tratar.
Devido a essas especificidades, um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, divulgaram os resultados de sua pesquisa mais recente em duas revistas científicas. A primeira foi no jornal onlineEBioMedicine, que apontou que os níveis da proteína chamada SOX2 são muito mais elevados nas trompas de mulheres com CA de ovário e em algumas pessoas que tem um alto risco de desenvolver esse tipo de câncer, devidos à mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2.
O Professor Ahmed Ahmed, do Instituto Weatherall de Medicina Molecular da Universidade de Oxford, afirmou: “O câncer de ovário pode ser indetectável por até quatro anos e apenas um terço das pessoas com o câncer obtém um diagnóstico precoce. Um teste para a proteína SOX2, não só poderia ajudar a detectar a doença mais cedo, como, em alguns casos, nos permitir detectar um tumor antes que este se agrave.” O pesquisador acrescentou que existe muito trabalho a ser feito ainda, pois detectar a proteína SOX2 nas trompas, não é uma tarefa fácil.
No segundo artigo, publicado na revistaCancer Cell, a equipe identificou uma enzima que facilita que o câncer de ovário se desenvolva e se prolifere. Em muitos dos casos estudados, a doença atingiu o omento, que é uma capa de tecido adiposo que cobre o intestino delgado, levando a morte de pacientes por desnutrição e obstrução intestinal.
Para explicar a descoberta, o Professor Ahmed disse que o omento é rico em células de gordura, e que as pesquisas anteriores descobriram que os ácidos graxos produzidos por estas células de gordura, aumentam a propagação do câncer nessa região, verificando-se que o câncer de ovário só pode crescer na presença de uma enzima chamadaSIK2, que tem um papel na queima de gordura para produzir a energia que é necessária para as células de câncer sobreviverem no omento. Os cientista continuaram este estudo da enzima SIK2 e descobriram que os níveis dessa enzima eram maiores em tumores secundários no omento, do que nos tumores primários relacionados aos ovários.
Uma série de experiências confirmaram que, não só a SIK2 desempenhou um papel importante no crescimento dos próprios tumores de ovário, mas também em pacientes com metástase. Por fim, o Professor Ahmed destaca que: “a SIK2 é um alvo importante para tratamentos futuros, pois fornece para as células doentes a energia e direcionamento no seu crescimento e proliferação. As nossas experiências mostraram que a supressão da SIK2 no corpo humano, reduziria a possibilidade das células malignas passarem para fase metastática ou recidivarem.

Publicado em 29 de julho de 2016 em: http://ovarian.org.uk/news-and-campaigning/article/two-oxford-research-discoveries-offer-hope-for-managing-ovarian-cancer  

Tradução: Equipe Tira o Lenço e vai ser feliz - Amanda Cabral

sábado, 30 de julho de 2016

Quimioterapia expressa melhora tratamento contra o câncer de ovário!

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
GABRIEL ALVES - ENVIADO ESPECIAL A CHICAGO - 03/06/2016

O tratamento de câncer de ovário pode sofrer uma importante mudança em um futuro próximo, sugere um novo estudo. A ideia dos cientistas é usar a via intraperitoneal para reforçar a ação da quimioterapia.

O peritônio é a membrana que envolve os órgãos e vísceras do abdome – uma injeção intraperitonial significa uma entrega "expressa" da droga, sem ter de passar antes pela corrente sanguínea.

Pesquisadores do Canadá, Reino Unido e EUA viram que ao diversificar a abordagem e aplicar um quimioterápico dessa maneira, além da via intravenosa, pacientes tiveram maior grau de sucesso em um protocolo de tratamento de câncer de ovário em estágio avançado.

Leia artigo completo em OncoNews

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cuidado! As novelas mentem...

Esse é um texto de minha querida amiga Evelin Scarelli, companheira de jornada!
É incrível como nós, pacientes e ex-pacientes, podemos nos identificar com cada palavra...como, após o câncer, a vida se torna maior e os valores mudam!
É o que eu sempre digo: Juntas somos mais Fortes!



Cuidado! As novelas mentem...
Assim como qualquer personagem da vida real, a minha visão de realidade sobre o câncer mudou automaticamente após ser "contemplada" com o diagnóstico. Por esse motivo, não julgo a falta de bom senso dos atores e autores em relação ao câncer. Com todo o seu "peso", a leveza desse grande impacto na minha vida surgiu justamente de outras mulheres acometidas pela doença, de outras “companheiras de jornada”. Tive a oportunidade de conhecer mulheres e histórias incríveis, e confesso que poucas vezes me deparei com "personagens" onde toda força de uma vida inteira estava baseada em um corte de cabelo ou em um prognóstico de vida. Confesso também, que nestas mesmas personagens, pude acompanhar o que de mais puro todo esse processo do câncer ensina: Um dia, provavelmente se encarando ao espelho, elas se transformam! Aceitam a batalha contra o seu próprio organismo e desenvolvem uma coragem inexplicável... E acreditem, essa mesma coragem tem perfume e sabor: Vida, com "V" maiúsculo. 
Essas mulheres são as protagonistas da minha história de vida. São meu exemplo, minha referência... e o mais bacana de tudo isso? São REAIS, palpáveis - e em grande maioria, acessíveis ao facebook. Risos. 
Se você acabou de receber o diagnóstico, procure uma dessas mulheres reais. Elas vão te mostrar - e se você se permitir, ensinar - o quanto a vida pode ser maravilhosa, mesmo quando as vezes a sensação é a de estar em queda livre.
Ainda acha tudo isso improvável? Tem problema não... posso marcar aqui algumas (e tenho certeza que elas também marcarão outras...) guerreiras da vida real!
Então, meninas, ao invés de batermos de frente com realidades que dificilmente serão modificadas, que tal nos unirmos para ensinarmos as nossas novas – e antigas -companheiras, pelo menos um o caminho mais leve? 
Marquem pessoas, contem suas histórias... sejam a mudança que querem ver no mundo...

Um abraço diz mais do que as palavras!



Para quem não me conhece, confesso que sou uma pessoa afetuosa, extrovertida e sociável! Curto, de verdade, cumprimentar, me despedir, comemorar e celebrar com beijo e abraço!
Ontem, ao rever alguns amigos em comum, meus e do meu marido, fui cumprimentada com abraços! Meu marido não gostou muito e, mais tarde, chegou a questionar o porque de eu ser tão afetuosa, que ele não via as esposas dos amigos o cumprimentarem dessa forma...blá, blá, blá, blá....
Eu olhei para ele e disse:
- Quantas esposas de seus amigos tiveram câncer por duas vezes e estão bem hoje? Quantas delas fazem de tudo para se sentirem bem e estão juntas de seus maridos curtindo a vida? Quantas delas estão felizes por estarem vivas e encaram o abraço como uma forma de Brindar a Vida? 

A meu ver, um abraço substitui um montão de palavras e é como se me dissessem: Que legal Nan, você está bem, você superou mais essa, fico muito feliz e torço por você! 
Simples assim...
É difícil para as pessoas comuns entenderem o que se passa na cabeça de um sobrevivente...kkkkk...melhor nem tentar...

Segue um texto legal sobre o abraço:

"Às vezes deixamos para trás um simples gesto, e não o enxergamos como deveríamos enxergar. Aí um dia olhamos para trás e por descuido deixamos de o sentir. Mas o mais importante é que a falta que sentimos, faz com que lembremos desse gesto e que de alguma forma ele deixou marcas.

Aquele gesto, aquele abraço foi positivo, foi bonito. Foi um abraço dado na hora certa. Um abraço de carinho, um abraço sincero, espontâneo. Um abraço que jamais deveria ser esquecido, que a vida traz em nossa memória.

Nada é tão bom quanto um abraço de conforto, acolhedor. Quando receber um abraço, seja qual for o sentimento, guarde-o para recordá-lo. Um abraço é um gesto de amor. Muitas coisas podem ser desfeitas, mas um abraço que já foi dado, esse jamais pode se desfazer".



E para fechar esse assunto, aqui vai um abração bem afetuoso a todos vocês leitores! E brindemos a Vida!


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um novo recomeço!

Novamente, passei por um período de muita fragilidade. Como já relatei por aqui, o tratamento para câncer de ovário é muito agressivo para o corpo, para mente e para a alma. Os efeitos colaterais da quimioterapia são muito fortes! Eu tive uma fase de cansaço muito grande, muita insônia, muita ansiedade, um mal estar geral. Eu fiquei inchada, senti-me muito estranha e muitas vezes não me reconheci!

Agora, tenho que comemorar o fim do tratamento. Aos poucos estou desinchando, perdendo peso, me renovando. Sinto-me abençoada por mais esse recomeço. Com certeza, saio dessa ainda mais fortalecida e com fé que o melhor da minha vida ainda está por vir. Obrigada Senhor.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Formigamento e dormência pós-quimio!

Olá leitores, tudo bem com vocês?
Já faz um tempinho que não escrevo...
Hoje, está completando um mês desde a minha última quimioterapia. Passei por maus bocados, mas sobrevivi a mais essa etapa. Fiz novos exames, passei por consulta e meu médico disse que está tudo "limpinho"!
Depois dessas 6 sessões de quimioterapia, o que pegou feio foi a neuropatia periférica. 
Realmente, não é fácil essa constante sensação de formigamento e dormência nos pés e mãos.
Andar e não sentir o chão onde se pisa, não conseguir calçar um chinelo, e quando o tiver calçado, perdê-lo pela casa...affff....sentir fortes cãibras e contrações musculares, ter dificuldades para abotoar uma camisa...e para colocar um brinco então? um verdadeiro malabarismo....sem contar o descontrole da bexiga...
Minha esperança é que tudo isso passe com o tempo, mas não se tem garantias quanto a isso, uma vez que os nervos foram lesionados. O jeito é esperar, ter paciência, muita paciência...

Seguem algumas informações adicionais sobre Neuropatia:

O que é neuropatia periférica?
Neuropatia periférica é uma condição comum que afeta os nervos periféricos, responsáveis por encaminhar informações do cérebro e da medula espinhal para o restante do corpo. A neuropatia periférica pode causar danos permanentes aos nervos, sendo muitas vezes um problema incapacitante e até mesmo fatal.
Formigamento, dormência e sensação de queimação nos braços e nas pernas podem ser sinais precoces de nervo lesionado. Essas sensações geralmente iniciam nos pés, dedos dos pés e nas pernas.
Pode haver, ainda, a perda da sensação das pernas e dos braços. Por essa razão, uma pessoa com esse problema talvez não perceba se pisar em algo pontiagudo e talvez não consiga sentir a diferença entre superfícies frias ou quentes.

Problemas musculares
Os danos causados aos nervos podem dificultar o controle dos músculos e causar fraqueza, além de problemas para mover uma parte do corpo.
Tarefas simples, como abotoar uma camisa, podem se tornar mais difíceis por causa da neuropatia periférica. É possível que a pessoa note, também, contrações ou cãibras em seus músculos. Os músculos podem diminuir.

Problemas com órgãos do corpo
Pessoas com danos nervosos podem ter dificuldade para digerir os alimentos. Azia, vômitos, náuseas, tontura, fraqueza e problemas para deglutição são alguns dos principais sintomas.
A angina é uma dor no peito que funciona como sinal de aviso para doença ou ataque cardíaco. O nervo danificado pela neuropatia periférica pode "ocultar" esse sinal de aviso.

Outros sintomas de danos nervosos
Problemas de bexiga, entre os quais podem incluir vazamento de urina e dificuldades para urinar.



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Minha última quimioterapia!

Queridos leitores, tudo bem com vocês?
Comigo está tudo bem, graças a Deus!
No dia 08 de junho, fiz a minha última quimioterapia. Foram 9 horas de infusão, pois devido a uma reação alérgica que tive na penúltima químio, teve que ser feita uma dessensibilização. Foi cansativo, mas porque foi a última!
Há um tempo atrás fiz um curso de imersão com o Marcelo Mendes, no qual foi abordado o tema CAN, COMUNICACÃO DE ALTO NÍVEL, e de como isso impacta em nossa vida. Estou afirmando que essa foi mesmo a minha última quimioterapia, que estou curada e creio no que o Dr. Carlos Faloppa me disse em uma consulta pós-cirurgia: que ele nunca mais terá que me operar!
Creio que toda a tempestade passou, creio que a calmaria chegou, creio que estou curada e creio que Deus não quer mais me ver sofrer. Creio em mim, creio que posso, creio que consigo, creio que já consegui. Nada mais de pensar em prazo de validade, em recidiva...
Só quero pensar em como irei viver daqui para frente.
Vida longa e feliz a mim! Eu mereço!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Reação alérgica à carboplatina

Durante a minha penúltima quimioterapia, tive uma forte  reação alérgica a carboplatina. Uma sensação de morte de repente surgiu, com náuseas, misturada com cólicas fortes, falta de ar, coceira pelo corpo todo e muitas bolhas e vermelhidão pelo rosto, pescoço, mãos e pés....tiveram que interromper o tratamento, incluir muito antialérgico até eu melhorar, quando foi possível eu terminar a quimio com a carboplatina. Lendo a bula do medicamento, pude constatar que estas reações alérgicas são similares na natureza e gravidade àquelas relatadas com outros compostos que contêm platina, isto é,rash, urticária, eritema, prurido, broncospasmo e hipotensão. Reações do tipo anafiláticas têm ocorrido após minutos da administração da droga. Outros: efeitos colaterais respiratórios, cardiovasculares, da mucosa, geniturinários, cutâneos e musculoesqueléticos ocorrem após a administração.

Espero somente que na última quimio corra tudo bem.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

10 dicas para levar a vida após o câncer


Após receber o diagnóstico de câncer a vida rapidamente começa a girar em torno de uma agenda de compromissos, cirurgias e tratamentos. A maioria das pessoas tem uma ideia de quanto tempo isso durará e entram numa rotina. Depois de todo o processo há uma espécie de excitação para voltar à vida, mas quando a vida não está bem definida, o que você faz? É possível retomar o ritmo de onde você parou, antes do câncer? Felizmente, outras pessoas já passaram por isso, veja a seguir as dicas que poderão ajudar na volta à sua vida normal.

Fique aberto com quem você ama. O câncer não "termina” quando o tratamento termina, muito menos o apoio que você recebe. Alguns cuidadores não percebem que você ainda poderá necessitar deles com a mesma intensidade  de quando  fazia o tratamento. Seja honesto sobre como está se sentindo e não tenha medo de pedir ajuda.

Busque um novo Hobby. Poderá haver muita pressão sobre você para que volte a ser como era, mas para algumas pessoas fazer as mesmas coisas como antes pode agora ser estranho. Se acontecer, use isso como uma oportunidade tentar algo novo. Sempre quis começar a tricotar, correr ou pintar? Agora é a hora. Na verdade, você é uma nova versão de si mesmo, então por que não começar algo que você sempre quis fazer, mas nunca tentou? Isso te ajudará a definir este novo capítulo de sua vida como algo mais do que apenas "a vida após o câncer".

Espere e aceite os dias ruins. Acredite, você passará por eles. Você, por exemplo, se perguntará por que tive câncer ou por que sobreviveu e outros não. Você sentirá medo e ansiedade apenas ao  pensar na possibilidade de recidiva. Mas, lembre-se, ter um dia ruim e ficar emotivo não significa que não esteja curtindo sua segunda chance na vida, significa apenas que é humano. Sinta o que sente no momento e não deixe ninguém lhe dizer como você deve se sentir. Elabore um plano para o que fará nesses dias ruins — talvez comer sua comida favorita com seu melhor amigo, fazer uma viagem ou assistir seu filme preferido. Crie o "plano de emergência do dia ruim" isso poderá garantir que sempre terá um lugar para voltar.

Considere voltar a trabalhar. Se você estava trabalhando antes do câncer, o retorno ao trabalho pode ajudar a restaurar um senso de normalidade e controle que muitas vezes é perdido durante o tratamento. Se você não se sente confortável em reassumir a posição que tinha antes do diagnóstico, considere trocar de trabalho ou fale com seu chefe. Monte o seu currículo por competências e realizações, ao invés de datas trabalhadas a fim de destacar suas capacidades e desviar a atenção da eventuais lacunas geradas pelo tratamento.

Pratique o seu discurso de elevador. O que falar é uma das maiores preocupações que os sobreviventes de câncer têm antes de voltar ao mundo "normal": O que você faz quando alguém lhe pergunta sobre o seu diagnóstico? Acabou de terminar a luta por sua vida, então como fazer para resumir isso em um par de frases para quem pergunta? Anote e pratique uma explicação de cinco minutos, de dois minutos e de 30 segundos sobre o que você quer dizer quando alguém pergunta onde você esteve ou como você está, assim não se sentirá bloqueado ou surpreso.

Comece a se exercitar (se possível). O exercício, além de ser uma maneira de diminuir o estresse e a tensão, também é uma maneira de se conectar com seu novo corpo. Com a autorização do seu médico, comece a realizar exercícios leves em casa e posteriormente saia e vá até o parque no início de manhã. Em seguida, repense na questão de fazer uma academia ou mesmo aulas com um personal  trainer. Eles farão com que você se exercite com um grupo de apoio de alta energia. Nota: Se você considerar a última sugestão, não se esqueça de conversar com o instrutor sobre como tem se sentido com os exercícios.

Faça uma lista dos seus medos. Pode ser extremamente benéfico escrever sobre suas preocupações relacionadas à vida após o câncer. Alguns podem incluir a luta contra a químio, o medo de recidiva, ressentimento por ter que suportar o câncer, o medo de ser tratado de forma diferente uma vez que você retomou sua vida "normal", ou como sua vida sexual será com as cicatrizes físicas e mentais. Anotar seus pensamentos pode efetivamente melhorar a ansiedade e ajudar a solucionar os diferentes problemas de forma mais eficaz.

Assuma o controle de sua saúde. Você não pode fazer seu cabelo crescer exatamente da mesma maneira como antes ou por um ponto final na questão dos esquecimentos, mas  pode pensar em coisas da sua vida que pode controlar. Participe ativamente da sua saúde e faça mudanças em seu estilo de vida — até mesmo definir uma agenda diária para ajudá-lo a voltar nos trilhos. Você conhece seu corpo melhor do que ninguém, então se certifique de permanecer diligente e anote o que lhe faz sentir bem.

Esteja disposto a deixar passar. Algumas pessoas não vão poder lhe ajudar nessa transição ao novo normal. Aqui, a chave para deixar em mente é a seguinte: se você não pode me amar no meu pior, você não pode ter-me no meu melhor. Nem todo mundo com quem você se importa estará do seu lado, mas tudo bem. Tome isso como uma lição a aprender, agradeça aqueles que ficaram e esqueça aqueles que se afastaram. Se não fosse agora, pelo câncer, eles teriam feito isso em algum outro momento.

Compartilhe suas experiências. O dom de dar é de quem continua dando, mesmo depois que seu tratamento terminou. Pense no dia do seu diagnóstico e pense em si mesmo agora. Você inevitavelmente aprendeu muito ao longo do caminho, embora tenha percebido (ou não). Você tem um conhecimento que poderá ajudar outras pessoas, e dissemina-lo permitirá com que se sinta como se essa experiência com o câncer não tivesse sido por acaso: você agora é capaz de ajudar alguém a passar por isso!






quinta-feira, 12 de maio de 2016

Meu depoimento pessoal à TV Oncoguia!

Mulheres, alguma de vocês parou para prestar atenção em seu corpo hoje? Não digo esteticamente falando, se está gorda ou magra, mas para perceber algum inchaço, dor ou desconforto anormal.
Fiquem sempre atentas quando o seu corpo der qualquer sinal de que algo não vai bem!
Se vocês soubessem mais sobre Câncer de Ovário, o que fariam de diferente? Pensem nisso.
Assistam ao meu depoimento pessoal à TV Oncoguia.


domingo, 8 de maio de 2016

Dia 08 de Maio - Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário!

Fatos mundiais sobre o Câncer de Ovário:

O câncer de ovário é diagnosticado anualmente em quase 250.000 mulheres em todo o mundo, sendo responsável por 140.000 óbitos por ano.

Os dados estatísticos indicam que apenas 45% das mulheres com câncer de ovário têm probabilidades de sobreviver por cinco anos, em comparação com 89% das mulheres com câncer de mama.

Não existe nenhum exame de detecção eficaz para o câncer de ovário.
O câncer de ovário é o tipo de câncer ginecológico mais mortal.

Você precisa saber:

Muitas vezes, os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com outros problemas menos graves, como as enfermidades gastrointestinais. Tais sintomas poderão englobar:


  • Aumento do volume abdominal / inchaço contínuo (não é o inchaço casual).
  • Dificuldade de comer / sensação de plenitude.
  • Dor abdominal ou pélvica.
  • Necessidade urgente e frequente de urinar.

Visite seu médico de família se você tiver um ou mais desses sintomas por mais de três semanas.


Assista ao vídeo que o Oncoguia e nós, pacientes e ex-pacientes, fizemos para vocês:





terça-feira, 3 de maio de 2016

O DIA MUNDIAL DE COMBATE AO CÂNCER DE OVÁRIO ESTÁ CHEGANDO....


No Dia 8 de maio de 2015 acontecerá a terceira edição do 'Dia Mundial do Câncer de Ovário'
Nessa data, organizações de pacientes de diversas partes do mundo irão se unir para educar a população feminina de seus países a respeito dos sinais e sintomas da doença e assim garantir que essas pacientes possam diagnosticar precocemente o câncer, ter acesso a tratamentos de qualidade e seus direitos garantidos.Dia 8 de maio está chegando e queremos lhe ajudar a se informar mais sobre a doença. 
No Brasil, o Instituto Oncoguia já está fazendo a sua parte. Reuniu, em 02 de maio, algumas pacientes e ex-pacientes de São Paulo para a campanha de conscientização: Agora Eu Sei

Para saber mais, visite os sites oficiais:
Campanha de Conscientização Oncoguia

quarta-feira, 27 de abril de 2016

A quimio é como uma bala de canhão! Derruba....

Hoje, durante a minha quarta químio, alguém me mandou uma msg  dizendo: Nanci,  quimioterápicos são umas "balas de canhão", pois realmente derrubam.  Destroem o câncer, mas levam um bocado de outras células junto.

O importante é manter-se forte mentalmente e, tanto quanto possível, fisicamente para que o corpo recupere o que "é bom" e "jogue fora" o ruim.

De fato, ela tem toda a razão  e, para quem nunca passou por um câncer, soube definir direitinho o que é passar por uma quimioterapia.

Agora, só restam mais  duas QT's. Só peço a Deus para que manere nas reações dessa vez, pois me sinto cada vez mais fraca e abatida, mas não menos confiante!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Gente, que cansaço é esse?


Depois da terceira quimioterapia estou experimentando um novo sintoma: a Fadiga. Mas não é aquele cansaço que passa após descansar ou dormir...é aquele cansaço extremo que persiste, uma falta de energia que tira a vontade até de levantar da cama, que torna a tarefa mais simples difícil de ser executada, como lavar um copo, por exemplo...tento caminhar e me arrasto igual a uma lesma, subo uma escada e já estou ofegante...affff...A químio é um tratamento agressivo e que pode ser muito mais sentido por uns e menos por outros.... No meu caso, sinto muitas reações: dores nos ossos, fadiga, neuropatia, insônia, enjôo...

A Fadiga é um dos sintomas mais prevalentes entre os efeitos colaterais da quimioterapia e é a causa de elevado estresse para as pacientes. Fadiga é definida como uma persistente e subjetiva sensação de cansaço, relacionado à doença ou ao seu tratamento, que interfere no desempenho das atividades usuais. É acompanhada por queixas de falta de energia, exaustão, perda de interesse por atividades anteriormente prazerosas, fraqueza, dispneia, dor, alterações de paladar, prurido, lentidão, irritabilidade e perda de concentração. 

Com o avanço das técnicas diagnósticas e terapêuticas, a sobrevida dos pacientes com câncer tem aumentado e, consequentemente, maior importância tem sido dada à qualidade de vida. A Fadiga influencia na qualidade de vida por ser um sintoma debilitante e crônico em pacientes com câncer. Altamente prevalente, a sensação de fadiga é experimentada por até 95% dos pacientes oncológicos durante ou após o tratamento, porém sua incidência na literatura é muito diversa, com poucos dados sobre o assunto. 

Apesar da alta prevalência, a fadiga em pacientes com câncer ainda é pouco entendida e sua etiologia após o tratamento ainda permanece incerta. As consequências do sofrimento produzido pela fadiga levam também a limitação social.

Dia 27/04 farei a quarta sessão de quimio, e pretendo falar com o oncologista a respeito. Vamos ver se há algum remedinho paliativo para esse sintoma tão desagradável.


domingo, 10 de abril de 2016

Metade do caminho percorrido...

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Essa semana fiz a terceira quimioterapia....Meio caminho percorrido!
Em pensar que parece que foi ontem que recebi o diagnóstico de uma recidiva, que passei por outra grande cirurgia e tudo o mais...
Tenho sentido bastante os efeitos das quimios, fico enjoada, com dores, irritada, calada, "uma chatonilda" mas depois de uns cinco dias as reações amenizam e posso voltar às minhas rotinas, quase que normais, uma vez que estou afastada do trabalho.
Mas durante esse período "em férias" tenho aproveitado para estudar mais, tenho feito mais caminhadas, massagem toda semana. Enfim, a vida continua.
Só não tenho passado por aqui com uma certa frequência, pois às vezes temos que mudar o foco e tenho feito isso no momento.
E vamos que vamos, pois logo, logo, tudo passa e minha vida normal retornará de novo! 
E força na peruca...(estou com a minha peruca amiga de guerra)...rsrsr
Beijos a todos!