domingo, 18 de fevereiro de 2018

Os nossos genes podem ajudar a prever como as mulheres respondem ao tratamento do câncer de ovário?

A pesquisa mostrou que os genes que herdamos podem ter um impacto significativo na forma como o corpo processa medicamentos de quimioterapia, o que pode levar a diferentes resultados clínicos para pacientes com câncer de ovário.
O pesquisador principal, liderado pela professora Anna deFazio, do Westmead Institute for Medical Research e Westmead Hospital, disse que esta descoberta pode ajudar os médicos a prever quais pacientes responderão positivamente à quimioterapia.
"A quimioterapia e a cirurgia são o tratamento padrão para mulheres com câncer de ovário, mas cada paciente responde de forma diferente.
"Queríamos saber por que algumas mulheres respondem muito positivamente ao tratamento, enquanto outras sofrem sérios efeitos colaterais, e algumas têm uma resposta fraca", explicou o professor deFazio.
"Nós nos propusemos entender quais fatores genéticos influenciam como um paciente processa quimioterapia".
"Nossa pesquisa mostrou que um gene chamado ABCC2 desempenha um papel crítico na eliminação da quimioterapia do corpo. ABCC2 é um transportador de drogas, o que significa que ele bombeia uma variedade de substâncias diferentes das células.
"Descobrimos que as variantes deste gene estão associadas a elevadas taxas de eliminação de drogas, o que significa que eles expulsam medicamentos de quimioterapia do corpo rapidamente e podem fazer com que o tratamento seja menos efetivo.
"Isso pode explicar por que a quimioterapia é um tratamento eficaz para algumas mulheres, mas não para os outros", disse ela.
O professor deFazio disse que esses últimos resultados de pesquisa são um passo importante para obter melhores resultados para os pacientes.
"Agora que estamos começando a entender o papel do gene ABCC2 e outras novas variantes de genes que foram identificadas nesta pesquisa, podemos trabalhar para o desenvolvimento de tratamento personalizado para o câncer para pacientes", concluiu o professor deFazio.
O câncer de ovário é o câncer ginecológico mais letal e é a sexta causa mais comum de morte relacionada ao câncer em mulheres no mundo ocidental.
Fonte do relato:
Materiais fornecidos pelo Westmead Institute for Medical Research . Nota: O conteúdo pode ser editado para estilo e comprimento.

Referência de revista :
  1. Bo Gao, Yi Lu, Annemieke JM Nieuweboer, Hongmei Xu, Jonathan Beesley, Ingrid Boere, Anne-Joy, M. de Graan, Peter de Bruijn, Howard Gurney, Catherine J. Kennedy, Yoke-Eng Chiew, Sharon E. Johnatty, Philip Beale, Michelle Harrison, Craig Luccarini, Don Conroy, Ron HJ Mathijssen, Paul R. Harnett, Rosemary L. Balleine, Georgia Chenevix-Trench, Stuart Macgregor, Anna de Fazio. Estudo de associação de paclitaxel e carboplatina em mulheres com câncer de ovário epitelial . Relatórios científicos , 2018; 8 (1) DOI: 10.1038 / s41598-018-19590-w

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

As marcas deixadas pelo ca de ovário! Somos feitas de cicatrizes e de gratidão...

O câncer de ovário chega sorrateiro e, na maioria das vezes, sem qualquer sintoma! Por ser de difícil diagnostico, mais de 70% das mulheres acometidas por esse tipo de câncer o descobrem em estágio já avançado!
O tratamento, para esses casos, requer cirurgias de grande porte, pois não são retirados somente os ovários como a maioria das pessoas pensam!
Não é fácil lidar com o câncer de ovário! As marcas são grandes, tanto na pele, quanto na alma, mas nossas cicatrizes nos fazem lembrar que nos foi dada uma nova chance de viver!
Perguntei para as minhas amigas do grupo de ca de ovário o que a cicatriz representa em suas vidas! Compartilho com vocês as respostas de algumas delas, inclusive a minha:

Nanci - "Impossível olhar para ela e não me lembrar de tudo pelo que passei! O medo, as dores, as incertezas, as químios, a dura recuperaçao, a impossibilidade de gerar um filho...mas também me traz uma grande admiração, por eu ser uma daquelas que luta e traz consigo as marcas de grandes batalhas e grandes vitórias!"
Damaris - "Minhas cicatrizes da cura! Duas cirurgias em menos de um mês e meio. Não me incomodam em nada, nem física e nem visualmente. Lembro de todo processo com gratidão!"Vanessa - "Eu demorei uns dias para conseguir olhar a minha barriga sem umbigo. Era muito estranho. A questão não é o estético. É a quebra de um padrão e como lidar emocionalmente com isso. Depois de um tempo fui aceitando e me aceitando. Escutar dos outros: o que importa é que você está bem e umbigo não serve para nada não é nada acolhedor e empático. Nossas dores são nossas dores e só quem passa por algo semelhante consegue entender um pouco, mas nunca saberá exatamente o que o outro sentiu."Luciana - "Amo minha cicatriz de paixão, é meu troféu!"Yolanda - "la cicatriz es lo q menos me preocupa, igual q el pelo con la quimioterapia, lo mas importante para mi es q no se vuelva a repetir y no tener secuelas fisicas incapacitantes, lo demás, lo estetico, es mas llevadero..."Adriana - "toda vez que a olho tenho a sensação de renovação em minha vida. Gratidão."Carmem - "Para mim essa cicatriz é um medalhão de honra ao mérito. Eu venci duas batalhas contra o câncer!"Wandy - "Representa minha vitoria! No começo, eu tinha vergonha mas logo percebi q n temos que ter vergonha e sim orgulho pois significa que somos mais que vencedoras!"Arielle -  "Eu me dou muito bem com minha cicatriz, mas atualmente tô tentando dar uns jeitinhos nela esteticamente. 7 meses. Como já é a terceira, ficou horrível."Andrea - "Minha cicatriz também não incomoda...essa não...mas a cicatriz da alma..."Josilaine - "Estas são as "minhas" marcas. Não tenho muito problema com elas não. Elas não me incomodam. Mas para mim elas são um grande sinal: me faz lembrar das pessoas que hoje estão passando por tudo o que passei, com isso me sinto mais solidária ao sofrimento delas, como se uma parte de mim estivesse com elas... enfim, algo que não consigo explicar direito, mas que é algo assim. Essas marcas também me deixam mais alegre e com um sentimento de gratidão por hoje estar viva, podendo tentar viver cada dia melhor. Agora, o que me incomoda mesmo são as pessoas me olhando, com um grande ponto de interrogação estampado no rosto. Isso me deixa meio envergonhada, pois sou meio tímida. Por conta disso, evito ir à praia, por exemplo, com a barriga à mostra. Biquíni somente na piscina, em locais particulares."Nádia - "Minha cicatriz já tem uns anos (18) mas é minha amiga, com ela aprendi a ver o mundo e muitas pessoas com outros olhos, tive muita ajuda mas tbm muita gente me julgou na época, hoje não faz diferença o importante é que venci."Rose - "A minha eu acho que ficou bem feitinha!!! Não me envergonho dela. Graças a Deus já esta indo para 11 anos e até agora o intruso não voltou."Carol - "Tenho três, uma já sumiu. Todas minhas cirurgias foram finalizadas com técnicas de cirurgia plástica. Elas me fazem lembrar de momentos doloridos fisicamente, renascimento e a necessidade de resignificação da minha vida todos os dias. Esteticamente, não me incomodam. Gosto de compartilhar minha história, e elas são o "complemento".Patrícia - "No começo foi difícil olhar pra ela, cheguei a evitar me olhar no espelho nua pra não ver uma marca que me fazia lembrar o quanto foi dolorosa uma fase da vida. Mas hoje, eu tenho um amor tão grande por ela, pq entendi e aceitei que, se estou viva hoje ela é parte disso. Minhas marcas são partes do meu milagre. É difícil vc carregar uma marca tão grande, mexe muito com a nossa vaidade e auto estima, mas o mais importante é saber que essa marca nos salvou. Diante dela, carreguei uma frase pra minha vida que resume quem eu me tornei; SOU FEITA DE CICATRIZES E GRATIDÃO."
Muito orgulho de todas essas meninas...a cada dia, um novo aprendizado!














quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Histerectomia associada a riscos de saúde a longo prazo

Um estudo, recém publicado, mostra que a histerectomia, mesmo com a conservação dos ovários, provoca problemas de saúde a longo prazo. Para doenças malígnas, tal procedimento é inevitável, mas para doenças benígnas, o mesmo deve ser repensado!
Leiam o artigo completo.

Os pesquisadores da Mayo Clinic mostram que a histerectomia com conservação do ovário está associada a um risco significativamente aumentado de várias doenças cardiovasculares e condições metabólicas. As descobertas são publicadas na menopausa .
Estes são os melhores dados até agora que mostram que mulheres submetidas a histerectomia têm risco de doença a longo prazo - mesmo quando ambos os ovários são conservados", diz Shannon Laughlin-Tommaso, MD, autor do estudo e Mayo Clinic OB-GYN. "Embora as mulheres estejam cada vez mais conscientes de que a remoção de seus ovários representa riscos para a saúde, este estudo sugere que a histerectomia sozinha tem riscos, especialmente para as mulheres que se submetem a histerectomia antes dos 35 anos".
As mulheres neste estudo foram identificadas usando o Projeto de Epidemiologia de Rochester, um banco de dados de registros médicos que inclui os registros completos de pacientes internados e ambulatoriais de todos os provedores médicos no município de Olmsted, Minnesota.
Os pesquisadores identificaram 2,094 mulheres residentes do município de Olmsted que tiveram uma histerectomia com conservação de ovário para doença benigna entre 1º de janeiro de 1980 e 31 de dezembro de 2002. As mulheres tinham 18 anos ou mais na data de histerectomia (data do índice) . Cada mulher era compatível com a idade de uma mulher que residia no mesmo município na data do índice que não teve histerectomia ou qualquer remoção de ovário. O estudo determinou condições cardiovasculares e metabólicas prévias antes da cirurgia e procurou apenas o novo início da doença após a histerectomia.
O estudo mostra que as mulheres que tiveram uma histerectomia sem remoção de ovário tiveram um risco aumentado de 14 por cento em anormalidades lipídicas, um risco aumentado de aumento de 13 por cento da pressão arterial elevada, um risco aumentado de obesidade de 18 por cento e um risco aumentado de 33 por cento da doença arterial coronariana . Além disso, as mulheres menores de 35 anos apresentaram um risco 4,6 vezes maior de insuficiência cardíaca congestiva e um risco aumentado 2,5 vezes maior de doença arterial coronariana.
"A histerectomia é a segunda cirurgia ginecológica mais comum, e a maioria é feita por razões benignas, porque a maioria dos médicos acredita que esta cirurgia tem riscos mínimos a longo prazo", diz o Dr. Laughlin-Tommaso. "Com os resultados deste estudo, incentivamos as pessoas a considerar terapias alternativas não cirúrgicas para fibromas, endometriose e prolapso, que são as principais causas de histerectomia".
Fonte do relato:
Materiais fornecidos pela Mayo Clinic . Original escrito por Kelley Luckstein.
Referência de revista :
  1. Shannon K. Laughlin-Tommaso, Zaraq Khan, Amy L. Weaver, Carin Y. Smith, Walter A. Rocca, Elizabeth A. Stewart. Morbidez cardiovascular e metabólica após histerectomia com conservação ovariana . Menopausa , 2017; 1 DOI: 10.1097 / GME.0000000000001043

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Câncer e dieta cetogênica

Hoje, perdi uma querida amiga que tratava um câncer de ovário há alguns anos. Atualmente, ela estava com a doença sob controle e somente fazia a manutenção com Avastin.
Periodiamente,  ela vinha para São Paulo, pois passava em consulta com um médico que lhe indicou uma dieta cetogênica do Dr. Lair Ribeiro e a seguia à risca. Há poucos meses atrás, em uma de suas vindas para São Paulo almoçamos juntas  eu até comentei que a achei bem magrinha....
Segundo informações dos famialiares, ela estava com a imunidade muito baixa e acabou contraindo uma miningite viral, o quadro se complicou muito e ela veio a falecer hoje a tarde!
Fiquei tão inconformada com essa perda que resolvi pesquisar um pouco mais sobre a tal dieta cetogênica, associada ao tratamento oncológico! 
Encontrei o seguinte texto, de Alice Pinho, Nutricionista graduada pela Universidade Federal da Bahia:

Nos últimos tempos tenho visto muitos profissionais defendendo o uso da dieta cetogênica para os pacientes com câncer,  com a justificativa que o açucar alimenta o tumor e “pregando” essa estratégia nutricional, como a salvação para o tratamento da doença. Profissionais que nunca estudaram Oncologia a fundo e nunca tiveram vasta experiência em atendimento hospitalar e ambulatorial destes pacientes que realizam um tratamento tão complexo.

A dieta cetogênica surgiu na década de 20 para tratamento de pacientes com epilepsia de difícil controle mesmo com anticonvulsionantes. Essa dieta clássica preconiza 90% de lipidios na dieta, 7% de proteínas e 3% de carboidratos. Existem algumas adaptações. E nos ultimos anos , muitos profissionais tem usado essa dieta com finalidade de emagrecimento e até para tratamento de outras doenças.

Resolvi fazer algumas considerações:

1) Existem artigos científicos mostrando a dieta cetogênica sendo utilizado em alguns pacientes com câncer, mas em tipos de câncer selecionados e a maioria trabalhos em tumores cerebrais ( glioblastoma e Astrocitoma), que necessitam de uso de medicações anticonvulsivas. Outros trabalhos em câncer de mama e alguns isolados com outros tipos. Por coincidência estes tipos de tumores são hipometabólicos e a perda de peso induzida por essa dieta pode não impactar tanto na performance status desses pacientes. Portanto talvez essa estratégia deva ser seletiva para alguns casos e não banalizada para ser utilizada em Todos os pacientes;

2) O metabolismo da célula cancerosa é extremamente complexo e não é apenas tirar o açucar da dieta. Existem uma teoria que uma alteração num gene do metabolismo lipídico também pode levar à célula tumoral a utilizar gordura como fonte de energia. Isso é bioquímica;

3) A dieta cetogênica leva à perda de peso e induzir um paciente com câncer a isso pode leva-lo a um estado  de caquexia, podendo impedir que ele tenha perfomance status para realizar o tratamento  que AINDA É o que cura esse paciente ( cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia);

4) Uma das condutas desse tratamento é o uso da metformina para inibir a formação de glicose utilizando a gordura como fonte. Vale lembrar que esse medicamento detona o intestino do paciente que já é bastante agredido num tratamento como quimioterapia;

5) Essa dieta leva a deficiências de micronutrientes como vitamina C, cálcio e complexo B  e muitos desses pacientes são induzidos a usar suplementos, que pelo consenso brasileiro de nutrição e câncer, não deve ser utilizado durante a quimioterapia e radioterapia;

6) A dieta cetogênica leva a alguns efeitos colaterais : insônia, prisão de ventre, irritabilidade, saciedade. Muitos desses pacientes já usam opióides agravando a  sua obstipação,possuem alteração no metabolismo de cortisol e usam antidepressivos;

7) Gostaria que alguém me dissesse como introduzir uma dieta cetogênica num paciente gastrectomizado total ou  pancreatectomizado por exemplo ou aqueles usando sondas no intestino para se alimentar. 

8) O ato de comer de uma pessoa envolve questões sociais, culturais, emocionais e está muito além de apenas questões fisiológicas e científicas. Um paciente com câncer passa por diversas fases do adoecer. O paciente oncológico não é uma cobaia, é um ser humano passando por um tratamento complexo e lidando com o “Resignificado”da vida;

9) A Nutrição de um paciente oncológico é um tratamento adjuvante com o objetivo de fortalecer o paciente para que ele consiga realizar o tratameto que necessita e ter a chance de cura.  Devem ser levadas em conta alteracões fisiológicas, emocionais, efeitos colaterais do tratamento e acima de tudo a sua individualidade bioquímica. 

Por fim, divulgar informações como essa, de forma sensacionalista e midiática, para mim soa como uma irresponsabilidade e falta de respeito ao paciente como ser humano. Eu acredito que a nutrição baseada em evidência é fundamental, mas deve estar aliada ao bom senso, ética e vivência clínica.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Adenomastectomia!

Adenomastectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na substituição das mamas por uma prótese de silicone, preservando os mamilos e parte da pele da paciente, porém, não se trata de um procedimento estético, mas sim profilático!
Esse procedimento me foi recomendado por 3 médicos do AC Camargo, depois que descobri, recentemente, a mutação no gene BRCA1. Meus exames pré-cirurgicos e consultas com cirurgião plástico, anestesista e mastologista já estavam todos marcados! Eu estava me remoendo com essa cirurgia, prevista para janeiro, até que, ontem a tarde,  recebi uma ligação do AC Camargo para remarcar a consulta com o mastologista, pois ele entraria em férias! Num impulso, decidi cancelar tudo, mesmo sabendo dos riscos envolvidos. Já tinha pensado muito, pesquisado muito, mas ainda pairam dúvidas no ar. Não estou convencida, tampouco segura sobre esse procedimento. São tantas as dúvidas...
Os riscos da cirurgia também são grandes, como, necrose da pele e mamilos, rejeição da prótese, encapsulamento da prótese e outras complicações pós-cirúrgicas!
O risco de se ter câncer de mama ainda estará presente, uma vez que nem todo tecido é retirado!
Não tive nenhum caso de câncer de mama ou ovário na família! Tive câncer de ovário, recidiva e as chances do ca de ovário voltar são maiores do que o de mama. Por quantas cirurgias terei que passar? Já passei por 3 grandes cirurgias!
A oncogenética é uma ciência ainda pouco conhecida! Até que ponto vale a pena ficar se mutilando devido a uma mutação genética? Será um efeito Angelina Jolie?
A única coisa que sei é que ainda não é o momento! Não estou pronta para mais uma cirurgia! Prefiro fazer o rastreio com exames, ao menos por enquanto!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sou mais feliz depois do câncer!

Passar por um câncer, recidiva, cirurgias, quimioterapias, pode parecer o fim do mundo para muita gente, mas tudo depende da forma como se encara a situação! 
Quando estamos bem de saúde, normalmente, protelamos tudo o que temos vontade de fazer: o mês que vem começo a academia, o ano que vem faço aquele curso, semana que vem começo aquele regime, ou  algum dia faço aquela viagem...vamos nos autosabotando e quando percebemos não fizemos nada!
Mas quando se sabe que a morte está à espreita, não temos tempo a perder.  
No meu caso, passei a me cuidar muito mais, do meu corpo, mente e espirito, a fazer exercícios físicos, estudar terapias alternativas, viajar e conhecer novas culturas, fazer novas amizades, vivenciar novas experiências, enfim, a permitir-me muito mais...hoje, faço planos e os coloco em prática! 
Claro que não dá para se fazer tudo o que tenho vontade, mas dedico-me a algumas coisas que façam com que a vida realmente valha a pena! Deixar um legado e saber que a minha existência nesse mundo não está sendo em vão, não tem preço!
Passei a estabelecer prioridades: minha saúde, meu prazer, nessa ordem! Desapeguei-me de tudo que pudesse me causar aborrecimentos, estresse, tristeza... Passei a pensar muito mais em mim!
Sou mais grata por aquilo que tenho e descobri que tenho muito mais do que preciso! 
E não querendo ser prepotente, descobri a mulher incrível que sou! Sinto orgulho de ser quem sou. Sou muito mais Eu! E fecho esse ano muito grata e feliz!
Boas Festas a todos! Tim Tim

sábado, 11 de novembro de 2017

A.C.Camargo Cancer Center e Institut Curie firmam acordo de colaboração para pesquisa do câncer e os primeiros alvos são os sarcomas e radioterapia

Acordo de colaboração científica entre o A.C.Camargo Cancer Center e um dos principais centros europeus de pesquisa do câncer, o Institut Curie, que traz o nome da cientista Marie Curie, responsável pela descoberta dos efeitos da radioatividade e única mulher a receber dois prêmios Nobel.  Os primeiros estudos abrangerão sarcomas e radioterapia. A iniciativa contemplará colaboração em pesquisa,  intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas.
Dois dos principais centros de pesquisa do câncer no mundo, o A.C.Camargo Cancer Center, de São Paulo, e o Institut Curie, da França, assinaram na capital paulista, em 31 de outubro, um acordo que prevê colaborações de pesquisa, intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas. Representando a instituição francesa estiveram presentes a diretora do Serviço de Sarcomas e Tumores Complexos, Sylvie Bonvalot e o diretor de relações institucionais, Pierre Anhoury. Representando o A.C.Camargo, estiveram a cientista e Superintendente de Pesquisa, Vilma Regina Martins; o cirurgião pélvico e vice-presidente, Ademar Lopes, e o oncologista clínico, Celso Abdon de Mello. O consulado francês foi representado por Gerard Perrier responsável pela área de Ciência e Tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo.
SARCOMAS - Os sarcomas são caracterizados como uma doença heterogênea, sendo divididos em cerca de 70 subtipos. São tumores que podem acometer qualquer uma das estruturas denominadas como partes moles, caso dos músculos, gordura, tendões e nevos periféricos, que são áreas que representam cerca de 50% de todo o peso do corpo humano. Além disso, pode acometer também os ossos, os osteosarcomas.
O estudo dos sarcomas é uma das linhas estratégicas de pesquisa do A.C.Camargo e do Institut Curie, que tem o intuito de buscar avanços para diagnóstico precoce e tratamento desta doença. "Vamos iniciar a parceria por meio de estudos relacionados aos sarcomas, que é uma das áreas na qual somos reconhecidos como um centro de excelência. Recebemos um grande número de pacientes com esta doença, o que nos permite desenvolver estudos clínicos, moleculares e epidemiológicos", destaca Vilma Martins.
De acordo com a cientista, a união do conhecimento científico dos dois centros de pesquisa do câncer deverá proporcionar inovação e maior eficácia no diagnóstico e tratamento deste tão complexo grupo de doenças e também a colaboração para outras linhas de pesquisa que serão agregadas futuramente. "Além disso, com o intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas, pretendemos ampliar ainda mais o nosso nível de excelência na abordagem clínica e científica e as melhores práticas no manejo dos pacientes", ressalta Vilma Martins.
RADIOTERAPIA - Outra importante linha de pesquisa da primeira fase do acordo entre A.C.Camargo e Institut Curie envolve o avanço do setor de Radioterapia. O A.C.Camargo, detentor do nível máximo de Acreditação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas (ONU), se unirá ao centro francês nesta que é considerada a área responsável por seu nascimento. Isso porque, o Institut Curie leva o nome da cientista polonesa naturalizada francesa, Marie Curie, que foi a responsável por isolar os elementos químicos polônio e rádio, além de descrever os efeitos da radioatividade, inclusive a sua aplicação clínica.
Englobando sarcomas e radioterapia, o Centro Internacional de Pesquisa (CIPE) do A.C.Camargo Cancer Center, e seus cientistas especialistas em Biologia Tumoral, Vilma Martins, Tiago Goss, Glaucia Hajj e Ludmilla Chinen, de Genômica e Biologia Molecular, Dirce Carraro, de Epidemiologia, Maria Paula Curado, da Bioinformática,  Israel Silva, e da Patologia Investigativa, Isabela Werneck da Cunha. Participarão também os cirurgiões oncologistas, Ademar Lopes e Samuel Aguiar Junior do departamento de Tumores Colorretais e Sarcomas, da Radioterapia, Antônio Cássio Pellizzon e da Oncologia Pediátrica, Cecilia Costa. "Pretendemos estender o escopo desta colaboração a diversas áreas e especialidades do A.C.Camargo", acrescenta Vilma Martins.
Os projetos serão estruturados e alguns já possuem financiamento previsto por meio do programa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), co-financiado pela FAPESP e CNPq. O A.C.Camargo coordena o INCT de Oncogenômica e Inovação Terapêutica (INCITO-INOTE). Além disso, são previstos investimentos advindos da própria Instituição, assim como de outras fontes de fomento nacionais e internacionais.

Sobre o Institut Curie

O Institut Curie é uma fundação privada sem fins lucrativos criada por Marie Curie, única mulher duas vezes ganhadora do Prêmio Nobel, em 1909. É dedicado à pesquisa, ao ensino e à assistência. É o princial centro de referência francês na luta contra o câncer. 
Localizado em um dos centros de pesquisa mais famosos do mundo, onde está também um hospital de alta tecnologia, classificou-se em número 1 no tratamento de câncer de mama, tumores oculares, câncer pediátrico e sarcomas.
Ele oferece a maior plataforma de radioterapia com 12 aceleradores e um centro de protonterapia classificado como número 4 em todo o mundo. Mais de 50.000 pacientes são admitidos todos os anos.
Mais de 3.400 pesquisadores, médicos e cuidadores trabalham no Instituto. Em 2016, eles publicaram mais de 700 artigos em revistas de revisão de pares.

Os nossos genes podem ajudar a prever como as mulheres respondem ao tratamento do câncer de ovário?

A pesquisa mostrou que os genes que herdamos podem ter um impacto significativo na forma como o corpo processa medicamentos de quimiotera...