terça-feira, 18 de julho de 2017

CÂNCER DE OVÁRIO - NOSSA VOZ GANHANDO FORÇAS

Há 5 anos atrás muito pouco se ouvia falar sobre câncer de ovário! Muitas mulheres diagnosticadas com ca de ovário  sofriam caladas e isoladas, sem ter com quem compartilhar suas experiências, dúvidas, anseios... Hoje, esse cenário está mudando! Conseguimos reunir várias sobreviventes e cada uma tem feito a sua parte para quebrar o silêncio desse câncer silencioso!
Uma dessas mulheres é nossa querida Amanda Cabral Benites, que esteve hoje no programa Bem Estar, da Globo, para contar-nos um pouco da sua estória com o câncer de ovário e para alertar e conscientizar tantas outras mulheres, uma vez que ela própria foi diagnosticada muito jovem!
É a nossa voz ganhando força!
Leia e assista a reportagem completa no G1.
https://www.google.com.br/amp/g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/bemestar/noticia/saude-das-mamas-e-dos-ovarios-como-evitar-e-tratar-o-cancer.ghtml

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Como ajudar um paciente oncológico, sem atrapalhar!

Por: Equipe Oncoguia
O diagnóstico do câncer traz consigo uma série de sentimentos confusos e de difícil compreensão não apenas para o paciente, mas para todos os membros da família e amigos.
Frequentemente familiares e amigos de pacientes com câncer relatam as suas dificuldades em lidar com o fato de ter uma pessoa querida acometida pela doença.

      Como e o que falar?
      Do que devemos conversar?
      Como posso ajudá-lo?
Sabemos que, infelizmente não há uma maneira certa ou errada para se portar diante dessa situação. Aos poucos, você e seu familiar (ou amigo) encontrarão a melhor forma de conversar abertamente sobre a doença.

Lembre-se - A conversa sincera é sempre um passo muito importante para que você consiga ajudar nesse momento. Por meio do diálogo aberto, seu familiar (ou amigo) lhe dará dicas de como falar sobre o câncer.

Algumas orientações para você ajudar sem atrapalhar

Leia um pouco sobre o câncer...

Entender um pouco sobre a doença poderá lhe ajudar neste momento.

Sempre que possível leia e aprenda algo sobre a doença e também como é tratada. Assim, você poderá compreender melhor essa fase pelo qual ele (a) está passando.

Cuide e controle a sua ansiedade

É compreensível que você esteja preocupado e ansioso (a) por notícias a respeito das decisões tomadas, de como andam os tratamentos e tudo mais que se refira ao paciente. No entanto, tente se colocar no lugar do paciente e imagine o "bombardeio” de perguntas e questionamentos que ele deve estar enfrentando. Esteja próximo e se o seu familiar quiser, vá junto as consultas e tratamentos.

Ofereça ajuda

Durante o tratamento de um câncer são necessárias algumas mudanças e adaptações entre todos os envolvidos da família. Pergunte de que forma você pode ajudar nesse momento, lembrando que pequenas atitudes podem ser de grande valia. Fazer um supermercado, levar as crianças para a escola, buscar o resultado de um exame ou preparar uma refeição são gestos sempre bem-vindos.

Ouça

Se, no momento, não houver nada que você possa fazer e, mesmo assim, você deseja ser útil de alguma forma, apenas o escute. Muitas vezes, ouvir o que ele tem a dizer ou respeitar o seu silêncio são exemplos de grande ajuda.

Faça visitas

Se você deseja fazer uma visita, lembre-se: Ligue antes perguntando qual o melhor dia e horário para você fazer a visita.

É importante você saber que os dias seguintes de uma cirurgia são bastante difíceis por conta dos pontos e da reabilitação do paciente, assim como, os dias logo após a quimioterapia.

Alguns pacientes costumam apresentar episódios de náuseas e vômitos e ou sentirem-se muito cansados e sem ânimo para nada, inclusive, para receber uma visita. Por isso, a ligação é tão importante. Também não estranhe se ele não puder/quiser falar ao telefone, ele pode não estar bem.

Com o passar dos dias, os efeitos colaterais passam e os pacientes ficam bem mais animados e retomam as rotinas de suas vidas.

Bate-papo

Alguns pacientes relatam que não aguentam mais falar sobre o câncer, seus tratamentos e demais detalhes do mundo do câncer. Uma boa opção é você falar sobre a sua vida, dúvidas, e até de preocupações do seu dia-a-dia... Ele poderá se sentir útil lhe dando também algum conselho ou ajuda. Caso ele queira falar sobre a doença e você estiver bem com isso, respeite e ouça. Desviar do assunto ou ouvi-lo sem estar à vontade, será pior. A sinceridade e honestidade são pontos fundamentais em qualquer relação.

Chorar

Sim, isso pode acontecer. É importante você saber que altos e baixos emocionais são comuns e que você pode o encontrar mais depressivo e com vontade de chorar.

Se isso acontecer e você não souber o que fazer, ouça, mostre-se presente e deixe-o desabafar. Se isto lhe emocionar e lhe der vontade de chorar, chore. Não tenha medo de expressar seus sentimentos. E se não souber o que falar, fique em silêncio e lhe dê um grande abraço.

Cuidado com o que você vai falar

Algumas pessoas, justamente pela dificuldade em lidar com o câncer acabam ficando sem saber o que falar diante de alguém com câncer e por conta disso, falam frases do tipo:

      Nossa, você esta muito bem!
      Você esta melhor do que eu imaginava...
      Você nem parece que tem câncer...
      O seu cabelo já esta crescendo?
      Mas, você está de peruca? Nem parece.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Autopreservação!

Às vezes, tudo o que eu queria era poder passar uma borracha em toda essa estória de câncer e seguir uma vida normal, mas todos os dias olho no espelho e vejo a minha imensa cicatriz, mensalmente faço a limpeza do Catéter e trimestralmente os exames de acompanhamento! Por mais que me digam para eu esquecer o assunto, ele ronda a minha vida todos os dias!
Certa vez, uma psicóloga me disse que eu me escondo detrás do câncer...Fiquei furiosa!
Fácil falar quando se está do lado de fora, mas muitas das decisões que tomo e que deixo de tomar são sim balizadas na possibilidade de eu vir a adoecer novamente! Penso no câncer quando tenho que decidir o que vai e o que fica na minha vida! Acredito que a isso podemos chamar de Autopreservação!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Notícias ASCO sobre câncer de ovário

O congresso americano de oncologia (conhecido como a ASCO) aconteceu entre 01 a 06 de junho deste mês e lá foram apresentadas as principais novidades do tratamento do câncer de ovário.
Seguem algumas das novidades apresentadas:
- A cirurgia do câncer de ovário geralmente é bastante extensa, a chamada citorredução. Um estudo apresentado mostrou que não há benefício na ressecção de linfonodos (também conhecidos como gânglios) da região pélvica. Esse dado é muito importante, pois permite que seja realizada uma cirurgia com menos riscos, sem prejuízo às pacientes.
- Outro estudo importante apresentado mostrou o a importância da cirurgia na recidiva da doença. Esse estudo dividiu as pacientes com recidiva da doença com mais de seis meses do término da quimioterapia em dois grupos: um grupo que realizou cirurgia seguido de quimioterapia e outro grupo que realizou somente quimioterapia. As pacientes que realizaram cirurgia tiveram mais tempo sem doença e sem nova recidiva. Logo, sempre que possível deve ser indicada nova cirurgia para essas pacientes.
- Sobre novidades de tratamento, foi apresentado estudo com a droga Cediranibe, um anticorpo monoclonal com ação nos vasos sanguíneos, à semelhança do medicamento Bevacizumabe (Avastin). Essa medicação foi avaliada em pacientes que tiveram recidiva do câncer de ovário e foi combinada com o uso de quimioterapia. O uso de Cediranibe mostrou aumento do tempo da paciente sem recidiva da doença. Trata-se de medicação oral, o que facilita muito sua administração. Os principais efeitos colaterais são diarréia, hipertensão e alteração da voz, contudo não houve piora da qualidade de vida das pacientes do estudo. Sobre a droga Olaparibe, medicação oral já aprovada no Brasil para pacientes com mutação do gene BRCA na recidiva da doença, foi estudado essa medicação como tratamento após a primeira quimioterapia (antes da recidiva). O estudo mostrou que aumentou o tempo sem recidiva da doença, sem piora em qualidade de vida das pacientes.
Dra Graziela Zibetti Dal Molin – oncologista clínica do hospital São José/ Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente pós graduanda do hospital MD Anderson/Houston.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Novos estudos para cirurgia de câncer de Ovário - ASCO 2017


O Dr. Fernando Maluf traz informações sobre o Lion e Ago Desktop III apresentados na sessão de estudos ginecológicos da ASCO 2017,  estudos esses relacionados ao câncer de ovário – doença que em quase 80% dos casos é diagnosticada em fase avançada. Dr. Maluf ainda reforça que nem sempre o tratamento mais radical é a melhor decisão e que casos cirúrgicos devem ser realizados em momentos específicos em cada paciente. 



segunda-feira, 22 de maio de 2017

QUIMIOTERAPIA X DANOS CEREBRAIS

Já passei por tratamento quimioterápico por duas vezes e percebo, nitidamente, como a minha memória, atenção e raciocínio diminuíram após esses tratamentos! Voltei a estudar e sinto a maior dificuldade no aprendizado, parece que estou emburrecendo! Coincidentemente, hoje, o Dr. Fernando Maluf publicou em sua página no Facebook  algo sobre Chemo Brain. Compartilho com vocês abaixo:
A quimioterapia vem sendo frequentemente citada como fator importante para a diminuição da função cognitiva, raciocínio, memória, atenção dos pacientes oncológicos. Esse mecanismo é chamado de “Chemo brain”, numa referência às alterações que podem ocorrer no cérebro.
Agora, um novo estudo mostra de forma cabal que a quimioterapia teve uma influência extremamente negativa na função cerebral de mulheres em tratamento para câncer de mama.
Os pesquisadores acompanharam 581 pacientes que precisaram de quimioterapia no pós-operatório, ou seja, com objetivo preventivo e as compararam com outras 364 pacientes que não fizeram quimioterapia após a cirurgia.
Nas mulheres que receberam a quimioterapia, o declínio na função cognitiva foi de 45,2%, cerca de 4 vezes maior na comparação com as pacientes que não receberam a quimio, para as quais o déficit cognitivo caiu 10,4%.
Mesmo nos testes antes do início do tratamento, as chances de declínio das funções cognitivos, que já existiam, subiram de 13% para 36%.
Os resultados mostram, com clareza, a relação entre a quimioterapia e novos estudos e estratégias precisam ser desenvolvidos para equacionar os potenciais prejuízos cerebrais do tratamento, fazendo com que os danos possam ser menores que os atuais.
#vencerocancer

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não sou uma consultora em Câncer!

Queridos leitores,
Compreendo perfeitamente o desespero de algumas pessoas que me procuram pelo Facebook, ou mesmo por aqui, questionando várias coisas a respeito do câncer de ovário, porém, vale a pena ressaltar que, muitos desses questionamentos devem ser esclarecidos por seus médicos, pois sou uma paciente e não uma consultora em Câncer!
Perguntas do tipo: se já fui desenganada alguma vez, se o tumor estava muito avançado, se tinha metástase em outros órgãos e outras coisas do gênero, acabam por me incomodar! Tem outras pessoas então que relatam o laudo médico e perguntam o que eu acho! Sinceramente, não cabe a mim responder, não tenho conhecimento médico para tanto!
O intuito desse blog é informar, conscientizar, mas sem que eu me sinta invadida ou desconfortável, concordam? Curto demais poder ajudar, mas às vezes falta sensibilidade e sensatez em algumas pessoas!
Precisava desabafar com vocês!


CÂNCER DE OVÁRIO - NOSSA VOZ GANHANDO FORÇAS

Há 5 anos atrás muito pouco se ouvia falar sobre câncer de ovário! Muitas mulheres diagnosticadas com ca de ovário  sofriam caladas e isol...